“PRENDER É FÁCIL, MANTER PRESA/O EU ACHO MUITO MAIS COMPLEXO”: COMO MULHERES E HOMENS AGENTES PRISIONAIS PERCEBEM SEU TRABALHO E SE RELACIONAM COM AS/OS DETENTAS/OS

Autor (a) : Isabela Cristina Alves de Araújo

Resumo : 

A proposta deste trabalho é compreender quais são as similaridades e diferenças quanto à forma como homens e mulheres que trabalham dentro das instituições prisionais de Minas Gerais percebem o seu trabalho. Ademais, busca-se desvelar qual a relação as/os agentes constroem com as/os presas, em uma perspectiva comparativa. Para responder essas perguntas, será utilizada uma metodologia mista, com análises quantitativas e qualitativas.

O prisma quantitativo será construído através da base de dados da pesquisa “Missão Guardar”, em que 1525 surveys online auto aplicados foram respondidos, sendo 333 por mulheres e 1192 homens que exerciam sua profissão em diversas unidades do estado de Minas Gerais entre os anos de 2014/2015. No que tange a análise qualitativa, serão mobilizadas entrevistas em profundidade realizadas com 10 mulheres agentes prisionais e 13 homens agentes prisionais, realizadas no âmbito da pesquisa “Amor bandido é chave de cadeia?” e “Quem são, como vivem e com quem se relacionam os presos da RMBH?”.

Com ambos os dados foi possível constatar que não há grandes associações estatísticas entre sexo e as variáveis utilizadas. De modo geral, tanto mulheres como homens percebem seu trabalho como manutenção da ordem e garantia da segurança, apesar de algumas entrevistadas/os pontuarem também a função de ressocialização. As relações construídas também são similares entre ambos os sexos: mais orientadas para a distância e oposição, perpassada pelo medo e por discursos de violência.

Acesse : “PRENDER É FÁCIL, MANTER PRESA/O EU ACHO MUITO MAIS COMPLEXO”: COMO MULHERES E HOMENS AGENTES PRISIONAIS PERCEBEM SEU TRABALHO E SE RELACIONAM COM AS/OS DETENTAS/OS