Category: Produção

  • Linchamentos: insegurança e revolta popular

    Autora:  Jacqueline Sinhoretto

    Resumo: O estudo de quatro casos de linchamento ocorridos em bairros populares de grandes cidades brasileiras (no Estadode São Paulo) permitiu observar conexões entre essas ações populares violentas e o contexto de crescimento dainsegurança urbana, no período de intensa urbanização que marcou os anos 1980 no país. Procurou-se situar oslinchamentos como formas de resolução de conflitos por meio da violência coletiva, uma alternativa de justiçalegitimada por integrantes de redes comunitárias de vizinhança diante da falta de confiança no sistema estatal desegurança e justiça (que implementa políticas discriminatórias e desiguais) e também do esfacelamento das formastradicionais de justiça privada baseadas na vingança. A ação coletiva violenta é uma forma de contornar a tensãoentre a legitimidade e a ilegalidade da vingança privada, ao diluir no coletivo as responsabilidades penal e moral,pesadas demais para serem suportadas por indivíduos. É uma maneira conservadora de equacionar o conflito socialpor segurança, na qual os cidadãos assumem privadamente tarefas em que o Estado é omisso, sem que consigam,com isso, modificar sua posição de exclusão na elaboração de políticas públicas de segurança

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  • Controle social estatal e organização do crime em São Paulo

    Autor(a) : Jacqueline Sinhoretto

    Resumo :

    Este artigo relata o estudo aprofundado de dois casos de reações estatais a um mecanismo de administração de conflitos mobilizado por agentes de redes criminais em São Paulo – reconhecidas por instituições e agentes estatais como “crime organizado”:o chamado “debate”. Isso permitiu perceber duas estratégias principais para lidar como crime: uma militarizada, utilizando como táticas fundamentais a letalidade policial e a investigação sigilosa e outra baseada na judicialização e no direito penal. E duas estratégias complementares: a informalização da administração estatal de conflitos e a emergência de programas de prevenção à violência e ao crime

     

    ACESSE: Controle social estatal e organização do crime em São Paulo .

  • Desigualdade Racial e Segurança Pública em São Paulo: Letalidade policial e prisões em flagrante .

    A pesquisa “Desigualdade racial e segurança pública em São Paulo: letalidade policial e prisões em
    flagrante” foi desenvolvida pelo Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da Universidade
    Federal de São Carlos (GEVAC/UFSCar), coordenado pela Profa. Dra. Jacqueline Sinhoretto, no âmbito do programa de pesquisa “Segurança pública e relações raciais”. Outros estudos sobre a temática vêm sendo
    desenvolvidos neste programa, inclusive em pareceria com outros estados brasileiros*. O objetivo foi investigar a existência de mecanismos de produção da desigualdade racial na atividade policial em São Paulo**. Diante da inexistência de dados disponíveis sobre a atividade policial de abordagem, foram utilizados outros indicadores de monitoramento do tratamento policial nos diferentes grupos da população paulista. Para tanto, foram
    coletados e analisados dados quantitativos sobre a letalidade e prisões em flagrante. Os dados sobre a letalidade policial publicados não permitem a análise pela variável cor/raça dos indivíduos mortos pela ação da polícia. Em busca de reconstruir essas informações a equipe de pesquisa firmou uma parceria com a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo para a produção de uma base de dados sobre a letalidade policial com informações sobre o perfil das vítimas e dos policiais envolvidos, incluindo a variável cor/raça das vítimas Em relação às prisões em flagrante, os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo também não possibilitam informação cor/raça dos presos.
    Na ausência de dados sobre abordagem policial, os números sobre mortos e presos em flagrante são os indicadores
    disponíveis para o monitoramento do tratamento da Polícia Militar aos grupos populacionais. Um dos objetivos específicos do programa de pesquisa sobre segurança pública e relações raciais é a compreensão
    de como se produz a identificação de suspeitos por parte das polícias. A análise dos resultados das abordagens e demais ações policiais sobre os distintos grupos étnico-raciais da população é uma das metodologias utilizadas para responder à pergunta sobre a existência de filtragem racial e mecanismos de discriminação de negros na atividade policial .

     

    ACESSE: Desigualdade Racial e Segurança Pública em São Paulo Letalidade policial e prisões em flagrante

  • Justiça restaurativa e mediação: relatório de pesquisa

    “Justiça Restaurativa e Mediação: experiências inovadoras de administração institucional de conflitos em São Paulo”, realizado por Jacqueline Sinhoretto, Juliana Tonche e Áudria Ozores em 2012. É parte de uma pesquisa que fizemos junto ao INCT–InEAC com financiamento do Ministério da Justiça / Secretaria da Reforma do Judiciário.

    O objetivo foi analisar a institucionalização e o funcionamento dos programas de justiça restaurativa e de mediação judicial na justiça paulista a partir das experiências implantadas em comarcas do interior do estado, comparando-as entre si e ao programa estadual de Câmaras de Mediação extrajudicial dos Centros de Integração da Cidadania. Compreender os sentidos atribuídos aos programas pelos diversos atores envolvidos em sua implementação e pelos usuários que procuram administrar seus conflitos pelos métodos inovadores. Conhecer a estrutura de funcionamento dos programas e os métodos de seleção dos casos a serem encaminhados pelo judiciário aos programas de administração alternativa de conflitos, judiciais e extrajudicial.

     

    ACESSE: Justiça restaurativa e mediação

     

  • Mapa do Encarceramento: os jovens do Brasil

    A pesquisa é resultado de uma consultoria do GEVAC – UFSCar à Secretaria Nacional de Juventude / Secretaria Geral da Presidência da República para analisar os dados do DEPEN (2005-2012) e do SINASE (2011-2012). A análise mostra o crescimento do número de presos no país, com análises por idade, cor/raça e gênero, por Estados. Inclui comparação entre evolução do encarceramento e das taxas de homicídio. Conclui que o crescimento do encarceramento é impulsionado pela prisão de jovens e de negros e que o crescimento do número de presos não está relacionado à redução de homicídios.

    Acesse aqui: Mapa do encarceramento: os jovens do Brasil

     

  • O “empresariamento de si” nas periferias urbanas: o papel dos dispositivos de controle e de mercado na produção da favela turística/RJ.

    Autor: DAMAS, H. L. G.

    Resumo:  O principal objetivo é fazer um estudo sobre regime de subjetividade nas favelas cariocas a partir da análise dos processos que envolvem uma “pacificação” – programa constituído por uma ação destacada política e um conjunto de práticas governamentais e não-governamentais –desses territórios e surgimento de novas formas de mercado, tendo como recorte empírico, uma “favela” turística ”e o o empreendedorismo criativo”. Assim, o estudo busca analisar como interseções de dispositivos que configuram uma “pacificação”, uma forma articulada de enunciação das formas de direção dos outros como formas de autogoverno. A ameaça inicial é a invenção de novas práticas subjetivas, sobretudo, na figura do sujeito-empreendedor, não se refere somente a um indivíduo, mas sim, a uma questão histórica – política que vincula uma série de ações governamentais e não-governamentais de forma conjunta e que perdem um vértice comum, isto é, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, ao mesmo tempo em que é um regulador ideal de normatividade imposto pela ocupação armada dos “territórios da pobreza”, desempenhou um papel negativo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, ao mesmo tempo em que é um regulador ideal de normatividade imposto pela ocupação armada dos “territórios da pobreza”, desempenhou um papel negativo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, obtendo dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, obtendo dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente,expandiu-se às comunidades do Complexo do Alemão, Pavão Pavão-Pavãozinho e Morro dos Cabritos / Ladeira dos Tabajaras. Como é que os partidos, é possível que se destacam que a nova geração de seres humanos seja assistida, seja qual for a vontade de ser “assistido” pelo Estado e tenha o seu “lugar ao sol” com o seu próprio esforço, sendo que Os seus objetivos, os investidores em curso acabaram por mobilizar as várias narrativas com intuito de mudar a pobreza e a violência em produtos de consumo turísticos.

    ACESSE:O “empresariamento de si” nas periferias urbanas: o papel dos dispositivos de controle e de mercado na produção da favela turística/RJ

  • Violência e racismo: novas faces de uma afinidade reiterada

    Autor(a): Jacqueline Sinhoretto

    Resumo :

     Nos anos recentes, o viés racial na configuração de mortes violentas no Brasil se evidenciou. Especialmente na população jovem, há o crescimento de homicídios entre negros e a redução entre brancos, o que significa o crescimento da desigualdade na vivência da violência entre os grupos raciais. O monitoramento de letalidade policial por cor/raça aponta maior incidência sobre negros. A população encarcerada cresceu, impulsionada pelo encarceramento de negros. A vitimização diferencial dos jovens negros tem sido o principal tema do movimento de juventude negra, que elabora a denúncia do “genocídio contra a juventude negra”. Além de dados quantitativos, o artigo documenta a apropriação dos dados pelo movimento de juventude negra para a construção da bandeira de luta contra o “genocídio” e analisa as proposições de ação política que respondem ao quadro e às demandas do movimento.

     

     

    ACESSE: Violência e racismo: novas faces de uma afinidade reiterada

  • O impacto socioeconômico das unidades prisionais no interior paulista: o caso de Itirapina

    Autor(a):SILVESTRE, G.

    Resumo :

    Neste trabalho encontra-se uma análise das atuais atividades econômicas do município e sua relação com as unidades penitenciárias nele presentes, bem como uma análise teórica do desenvolvimento das políticas penitenciárias do Estado de São Paulo. Este trabalho conta ainda com uma análise econômica e social elaborada a partir da realização de entrevistas com os comerciantes do município, a fim de evidenciar suas percepções e opiniões em relação à presença das duas unidades prisionais em Itirapina.

    ACESSE: O impacto socioeconômico das unidades prisionais no interior paulista.

  • O Rastro da indústria penal

    Autor(a) :SILVESTRE, G.

    Resumo : Atualmente, São Paulo apresenta-se como o Estado que possui o maior número de unidades prisionais do país. Os dados da Secretária de Administração Penitenciária do Estado apontam para um total de 144 unidades, sendo que 107 delas encontram-se no interior do Estado. Tais dados apresentam a concretização de um programa de expansão penitenciária sem precedentes no país, ocorrida no interior de São Paulo na gestão de governo do PSDB.
    Tal expansão, além de se tornar uma suposta medida para conter as novas e crescentes ondas do crime, ganha um contorno de uma vigorosa indústria penal e de um eficaz instrumento de propaganda para as políticas governamentais. Diante deste quadro, o presente artigo, pretende evidenciar algumas conseqüências da presença destas unidades nos municípios paulistas, e os impactos sociais e econômicos que as mesmas vêm causando nas últimas década

    ACESSE: O Rastro da indústria penal.

  • Sobre uma sociologia da justiça e do conflito

    Autor(a):SILVESTRE, Giane.

    RESUMO :O sistema de justiça já não se configura como um objeto de estudo exclusivo do campo do direito e nem de juristas há algumas décadas. As ciências sociais têm trazido significativas contribuições para se pensar a justiça e seus operadores não apenas como um conjunto de leis, jurisprudências, normatividades etc., mas sim para situá-la em um campo de disputas e relações de poder entre diferentes atores, que ocupam distintas posições na estrutura social. Seja por meio das contribuições sociológicas trazidas pelos estudos sobre as instituições e profissões jurídicas (Sadek, 2002; Bonelli, 2002), ou pela discussão da universalização dos direitos e da cidadania (Marshall, 1967; Carvalho, 2005; Santos,1979), entre outros, é fato que o sistema de justiça se consolidou como um objeto
    de estudos das ciências sociais .

    ACESSE:Sobre uma sociologia da justiça e do conflito. Contemporânea

  • Notas sobre as estratégias estatais de controle do crime em São Paulo.

    Autor(a):SILVESTRE, G. ; SCHLITTLER, M. C. ; SINHORETTO, J. .

    Resumo : A pesquisa discute as relações entre o encarceramento massivo no estado de São Paulo e as ações estatais de controle do crime. Nas últimas décadas, com o crescimento expressivo da população encarcerada e o aumento do número de unidades prisionais, São Paulo ganhou destaque com a emergência do Primeiro Comando da Capital – PCC enovas dinâmicas passaram a orientar as relações do ‘mundo crime’. Busca-se analisar como as instituições e os agentes estatais ligados ao controle e à administração judicial do crime estão sendo afetados pela emergência deste novo ator. A pesquisa, em fase de coleta de dados, identificou duas estratégias centrais de controle do crime: i) combate militarizado pautado, sobretudo, pelo enfrentamento letal na administração dos conflitos e protagonizado pela Polícia Militar e ii) controle judicial clássico que produz simultaneamente encarceramento para determinados crimes e baixas taxas de punição,evidenciando a alta seletividade do sistema penal, especialmente para os homicídios,incluindo os casos de letalidade policial. Parte-se de dois casos empíricos que exemplificam cada uma das estratégias citadas, analisando as relações e incidências entre ambas .

    ACESSE :Notas sobre as estratégias estatais de controle do crime em São Paulo.

  • POLÍCIAS E MINISTÉRIO PÚBLICO: TENSÕES NO CAMPO DA INVESTIGAÇÃO E DO CONTROLE DO CRIME EM SÃO PAULO

    Autor: SILVESTRE, Giane.

    Resumo: O trabalho compara uma pesquisa de doutorado em andamento sobre o modo como o controle do crime vem sendo exercido no estado de São Paulo. Parte do trabalho empírico foi baseada em entrevistas com policiais e militares, delegados e promotores de justiça que atuam no controle do crime, incluindo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público (GAECO). Os indicadores parciais têm sido definidos como primeiro comando do capital (PCC) e são afetados por suas estratégias de controle do crime. O PCC passou a carregar o signo de “crime organizado” na visão de agentes e como as investigações que envolvem o grupo são repetitivamente, executadas pelo meio de uma parceria entre MP e PM, muitas vezes em detrimento da polícia judiciária, o que tem gerado as ações entre estes agentes. A polícia civil, por sua vez, convive com uma coexistência entre a lógica inquisitorial da diligência e a operação em operações como a emergência do crime organizado. As ações entre as sessões contam como um pouco privilegiado para uma observação de como o crime vem sendo exercido em São Paulo.

    ACESSE: POLÍCIAS E MINISTÉRIO PÚBLICO: TENSÕES NO CAMPO DA INVESTIGAÇÃO E DO CONTROLE DO CRIME EM SÃO PAULO

  • Encarcerados do Brasil: seletividade penal na gestão da riqueza e da violência.

    Autor(a):SILVESTRE, G. ; SCHLITTLER, M. C. ; SINHORETTO, J. .

    Resumo: Esta pesquisa analisou os perfis racial e etário da população prisional brasileira (entre 2005
    e 2013) e o perfil dos adolescentes em medida socioeducativa de privação de liberdade (entre 2011 e 2012). Entre 2005 e 2013 o encarceramento cresceu 81% no país. Verificou-se que os encarcerados são, majoritariamente, homens, jovens, negros, com ensino fundamental incompleto, acusados de crimes patrimoniais e, no caso dos presos adultos,condenados e cumprindo regime fechado, com penas de 4 até 8 anos. Em comparação como Mapa da Violência (2014) nota-se que tanto o encarceramento como as mortes violentas no país são focalizadas sobre jovens e negros, mostrando as desvantagens que este grupo possui em relação à população branca no direito à vida e à segurança. Tal desvantagem relaciona-se com algumas características da segurança pública e do sistema de justiça brasileiro e de seus operadores: i) permanência de um estereótipo racializado na construção dos “suspeitos”; ii) vigilância focada nos conflitos ligados à circulação da riqueza, em detrimento da gestão da violência e iii) a gestão da violência protagonizada pela Polícia Militar, que pauta sua ação na lógica do “combate ao inimigo”.

    ACESSE:Encarcerados do Brasil: seletividade penal na gestão da riqueza e da violência. In: 39 Encontro Anual da Anpocs, 2015, Caxambu. 39 Encontro Anual da Anpocs, 2015.

  • Consequências locais das políticas penitenciárias no estado de São Paulo, Brasil: um estudo de caso da cidade de Itirapina

    Autor : SILVESTRE, Giane.

    Resumo: O objetivo deste manuscrito é compreender as mudanças nas políticas carcerárias do Estado de São Paulo nas últimas três décadas, a partir de um estudo de caso do município de Itirapina, localizado na região central do estado. A política prisional do estado priorizava a descentralização das prisões juntamente com o encarceramento em massa. Nos últimos 25 anos, mais de 100 novas prisões foram construídas em pequenas cidades do interior a oeste da capital, enquanto a população carcerária cresceu cinco vezes. A cidade de Itirapina foi afetada por essa política de “descentralização da prisão”. Em Itirapina, duas unidades prisionais foram instaladas em diferentes épocas, com vinte anos de intervalo, de modo que a cidade de Itirapina apresenta peculiaridades no contexto prisional de todo o país. Portanto, é possível observar a existência de duas prisões estabelecidas com modelos e filosofias distintas. Especificamente, é possível observar que os envolvidos – direta ou indiretamente – com o cotidiano da prisão em Itirapina, têm percepções e relações diferentes com cada um dos presídios. Essa análise aponta as mudanças nas diretrizes da política de encarceramento do Estado de São Paulo, em consonância com as mudanças ocorridas em todo o mundo. O ideal de punição como reabilitação social de prisioneiros entrou em declínio, dando lugar a políticas de aprisionamento acelerado e à expansão do sistema penitenciário nos municípios do interior. A conclusão apresenta como a presença de prisões impacta as interações sociais nessas cidades menores e reordena os valores morais. têm diferentes percepções e relacionamentos com cada uma das prisões. Essa análise aponta as mudanças nas diretrizes da política de encarceramento do Estado de São Paulo, em consonância com as mudanças ocorridas em todo o mundo. O ideal de punição como reabilitação social de prisioneiros entrou em declínio, dando lugar a políticas de aprisionamento acelerado e à expansão do sistema penitenciário nos municípios do interior. A conclusão apresenta como a presença de prisões impacta as interações sociais nessas cidades menores e reordena os valores morais. têm diferentes percepções e relacionamentos com cada uma das prisões. Essa análise aponta as mudanças nas diretrizes da política de encarceramento do Estado de São Paulo, em consonância com as mudanças ocorridas em todo o mundo. O ideal de punição como reabilitação social de prisioneiros entrou em declínio, dando lugar a políticas de aprisionamento acelerado e à expansão do sistema penitenciário nos municípios do interior. A conclusão apresenta como a presença de prisões impacta as interações sociais nessas cidades menores e reordena os valores morais. e a expansão do sistema prisional nos municípios do interior. A conclusão apresenta como a presença de prisões impacta as interações sociais nessas cidades menores e reordena os valores morais. e a expansão do sistema prisional nos municípios do interior. A conclusão apresenta como a presença de prisões impacta as interações sociais nessas cidades menores e reordena os valores morais.

    ACESSE: Local consequences of the prison policies in state of São Paulo, Brazil: a case study of the town of Itirapina.

  • “Enxugando iceberg” como as instituições estatais exercem o controle do crime em São Paulo

    Autor(a): SILVESTRE, Giane.

    Resumo:Esta pesquisa teve como objetivo compreender como o controle do crime das instituições e dos operadores estaduais está sendo afetado pelo surgimento de novas formas de organização do “mundo do crime”. Perguntou-se como as instituições e os operadores se vêem afetados pelo surgimento do Primeiro Comando da Capital, o PCC; qual o impacto em seu trabalho, nas formas de exercer controle e gestão institucional do crime; que representações elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam e desenvolvem suas atividades profissionais. Para tanto, iniciou-se a análise de dois casos empíricos ocorridos em São Paulo, envolvendo o PCC e o chamado “debate” – um novo mecanismo de gestão da violência trazido a partir da consolidação do PCC dentro e fora do São Paulo. Sistema prisional de Paulo. Os casos também ajudam a identificar duas estratégias principais para o controle do crime em São Paulo: i) um controle militarizado guiado principalmente pelo combate letal e seletivo com supostos criminosos, representados pela Polícia Militar e; um controle judicial clássico, no qual a lógica da investigação permanece ligada ao modelo arcaico da investigação policial e prioriza o encarceramento de certos tipos de crimes e pessoas, mantendo os baixos níveis de punição para os casos de letalidade policial. Parte do trabalho de campo foi realizado por meio de entrevistas com policiais civis e militares, xerifes, promotores e juízes que trabalham no controle do crime, incluindo o Grupo Especial Contra o Crime Organizado da Procuradoria (GAECO). Foi desenvolvida uma pesquisa baseada em dados oficiais sobre criminalidade e investimentos em segurança pública, a fim de observar as tendências, preferências e escolhas políticas dos gestores de áreas na última década. Os resultados indicam que o surgimento do PCC afetou as estratégias de controle da criminalidade realizadas por cada uma dessas instituições, embora continuidades tenham sido observadas. O PCC passou a ser visto como “crime organizado”, sinal que muitas vezes alegava justificar ações violentas e letais em supostos confrontos. As investigações envolvendo o PCC têm sido recorrentemente conduzidas por meio de parceria entre promotores e policiais militares, muitas vezes da polícia judiciária, o que gerou tensões entre as instituições e seus operadores. A Polícia Civil, por sua vez, opera com a coexistência da “lógica inquisitorial”

     

    ACESSE:“Enxugando iceberg” como as instituições estatais exercem o controle do crime em São Paulo.

  • Investigação criminal e a avaliação de políticas de segurança pública

    Autor: LIMA, R. S; BUENO, S .; SILVESTRE, GIANE; PEKNY, AC; FIGUEIREDO, L.; SCHLITTLER, MC.

    Resumo: Este artigo será apresentado nos resultados da pesquisa. (SENASP / MJ) “Impactos das escalas de serviço no desenvolvimento do trabalho da Polícia Civil”, desenvolvido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por meio do edital. e PNUD). O objeto da pesquisa foi investigar a relação e / ou o impacto de escalas de trabalho na qualidade e nos tempos das investigações de homicídios, tráfico de drogas e roubo nos estados de Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal. Desta forma, os tópicos são organizados como as investigações criminais nos locais de estudo, como são realizadas como investigações criminais.
    e, principalmente, o impacto de escalas de serviço específico para uma efetividade do trabalho policial. E, como o resultado da consulta, o artigo recomenda, considerando a centralidade das escalas de trabalho e das tarefas de investigação criminal, o fortalecimento e o controle do papel da Agenda de Atividades das carreiras policiais enquanto a estratégia de modernização dos recursos humanos e de busca da maior efetividade do trabalho de pesquisa .

    ACESSE: Investigação criminal e a avaliação de políticas de segurança

  • Economia da droga, instituições e política no Brasil: a CPI do Narcotráfico

    Autor(a) :PERALVA, Angelina ; SINHORETTO, J. ; GALLO, Fernanda. A.

    Resumo: Nas Ciências Sociais, o debate sobre a comercialização de narcóticos tem sido frequentemente desenvolvido do ponto de vista de suas implicações normativas e legais. A figura do usuário constrói-se na ótica do desvio;e quando a questão em pauta é a de uma economia da droga, o atributo “criminal” que a acompanha prevalece sobre o fato econômico. Neste texto, gostaríamos de modificar um pouco a formulação do problema e
    examinar os mercados da droga primeiro como mercados.

     

    ACESSE :Economia da droga, instituições e política no Brasil: a CPI do Narcotráfico.

  • Qualidade da democracia e polícias no Brasil.

    Autor(a): LIMA, R. S. ; SINHORETTO, J.

    Resumo:

     

    ACESSE: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/20541

  • A gestão da vida e da segurança pública no Brasil

    Autor(a) :LIMA, Renato S.; SINHORETTO, Jacqueline; BUENO, Samira.

    Resumo :O presente artigo busca, a partir da análise de uma série de evidências empíricas e de dados disponíveis, construir um panorama atualizado da área e, com isso, reforçar uma narrativa acerca da atual configuração da segurança pública no país que identifica os sentidos das fortes disputas pelo significado de lei, ordem e segurança pública, bem como interpreta os rumos e as opções institucionais em torno de como o Estado tem administrado os conflitos sociais da sociedade brasileira contemporânea. Narrativa essa que, em síntese, defende que há um forte hiato entre os princípios democráticos inaugurados com a Constituição de 1988 e as práticas institucionais das polícias, dos ministérios públicos e do Judiciário, que, paradoxalmente, delegam às polícias militares a gestão da vida da população e pouco avançam na sua valorização como princípio basilar a organizar suas práticas e procedimentos.

    ACESSE : A gestão da vida e da segurança pública no Brasil

  • Políticas Penitenciárias e as facções criminosas: uma análise do regime disciplinar diferenciado (rdd) e outras medidas administrativas de controle da População carcerária.

    Autor(a): SALLA, F, NUNES, C., SILVESTRE, G .

    Resumo: O artigo discute as ações implementadas no sistema carcerário,em São Paulo, com vistas a coibir a atuação dos grupos organizados de presos,especialmente, o PCC. O predomínio de medidas administrativas de curtíssimo
    prazo – geralmente, como resposta a um evento de grande repercussão pública –reflete a ausência de planejamento de ações mais abrangentes neste setor.Discutiremos duas medidas administrativas destinadas a desarticular as facções criminosas: a dispersão das unidades prisionais pelo interior do Estado e a criação de unidades com regime de segurança e disciplina diferenciados – tanto dos regimes comuns como do RDD. Além da ausência de políticas públicas, a priorização de ações administrativas resguarda a soberania da administração prisional sobre as decisões de caráter classificatório e punitivo, permitindo a governamentalização da execução penal. A consequência mais perversa deste estado de coisas é a absoluta ineficácia da administração prisional no enfraquecimento das facções criminosas.

    ACESSE:  Políticas Penitenciárias e as facções criminosas: uma análise do regime disciplinar diferenciado (rdd) e outras medidas administrativas de controle da População carcerária.