Category: Produção

  • RISCO E VITIMIZAÇÃO POLICIAL MILITAR: DA CASERNA À POLÍTICA

    Autor (a) : Bruno Renan Joly

    Status : Concluído / Mestrado

    Resumo : 

    O presente trabalho tem como objetivo traçar um panorama sobre a questão do risco, da vitimização e do sofrimento policial militar como fatores que, mais que inerentes à profissão, são potencializados em função da forma como o campo da segurança pública no Brasil está estruturado.Mostramos que a vitimização policial militar vai muito além do óbito, sendo constituída por relacionadas ao adoecimento, perseguições, exclusão, suicídio, conflitos de classes e gênero. Trazemos à luz da discussão a problematização das condições precárias de trabalho a que os praças da Policia Militar estão submetidos e como essas colaboram para que o quadro de vitimização mantenha-se elevado e complexo. Por fim, identificamos um cenário em que há uma disputa pela verdade no que diz respeito às questões que afligem os praças da PM: de um lado as associações de praças da polícia militar que visam representar no âmbito jurídico e político uma classe inteira de profissionais desprovidos do próprio direito a essa representação; de outro, os parlamentares da chamada “bancada da bala”, que apropriam-se de elementos como o elevado número de mortes entre policiais militares para respaldarem posições políticas de maior
    endurecimento e militarização da segurança pública. Num contexto em que essa questão tem se tornado uma pauta política e de discussão aberta entre policial e sociedade civil, busca-se compreender como se dá esse movimento visto que a Polícia Militar é uma instituição fechada e dificilmente suas pautas internas tornam-se públicas. Analisamos o papel da Associações de Praças da PM e da Bancada da Bala no que se refere a essa questão. Por meio de revisão bibliográfica, análise de dados quantitativos e entrevistas semiestruturadas buscou-se explorar como a questão do sofrimento policial é subjetivada por esses profissionais e quais são as implicações desse sofrimento
    tanto para esses profissionais na sua vida pessoal quanto para a segurança pública. Conclui-se que os policiais militares são sujeitos que vivem um regime de exceção dentro de um regime democrático e que, por isso, acabam convertidos em sujeitos garantidores de uma ordem social pautada pelos deveres e não pelos direitos.

    Acesse : RISCO E VITIMIZAÇÃO POLICIAL MILITAR: DA CASERNA À POLÍTICA 

  • A Gestão de Territórios, Ruas e Corpos: O modelo de polícia ostensiva no estado de São Paulo

    Autor(a):Henrique de Linica dos Santos Macedo

    Status: Em andamento;

    Resumo :

    Esta pesquisa tem como objetivo conhecer e analisar os saberes e as tensões presentes na gestão do modelo do policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) no estado de São Paulo. Nesta unidade da federação, o policiamento ostensivo é costumeiramente tratado como a principal ação da política pública na área de segurança, mas mais do que um método de fazer polícia, o policiamento ostensivo parece ser, para muitos gestores da segurança pública no estado, o próprio modo de fazer a segurança pública. Nesse sentido, é importante entendermos sob a perspectiva dos agentes da segurança pública o que é a polícia ostensiva, inclusive mapeando as tensões, aproximações e disputas pela categorização desta, do que é essa modalidade de policiamento. Jogar luz aos conhecimentos e perspectivas que orientam a gestão da ?Polícia Ostensiva? é colocar em destaque os saberes e as disputas que hierarquizam, classificam, selecionam e operam no controle de territórios, populações e corpos. O intuito é realizar uma genealogia epistemológica da gestão da ordem pública para compreender quais foram e são os discursos que concorrem dentro da PMESP para orientar o uso da força física e o controle social por ela realizado, principalmente na seleção dos objetivos e objetos do que deve estar ou não sob sua responsabilidade. Como objeto de pesquisa, utilizaremos as teses e dissertações produzidas pelo alto escalão da PMESP que versão sobre o tema de Polícia Ostensivo, assim como realizaremos entrevistas semi-estruturadas e informais com oficiais e praças de diferentes unidades da PM no interior e na capital paulista, a escolha do recorte visa abarcar regiões e contextos contrastantes.. 

  • A justiça perto do povo: reforma e gestão de conflitos de autoria

    Autora: Juliana Tonche

    O presente texto é uma resenha elaborada a partir do livro “A justiça perto do povo: reforma e gestão de conflitos” ,  SINHORETTO, Jacqueline , 2011. O texto tem por objetivo colocar ressaltar a atualidade  do livro em questão haja vista as discussões que, principalmente desde o período da redemocratização do país, têm falado a respeito do acesso à justiça, da necessidade de democratização das instituições, isto sem perder de vista as pressões e os compromissos do Estado brasileiro com agências internacionais.

    Acesse aqui.

     

  • INCT ? Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos – INCT-InEAC

    Status: Em andamento.

    Resumo : O presente projeto aprovado na Chamada Nº 16/2014 INCT/MCT/CNPq/CAPES/FAPs do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia/CNPq, é resultado de articulação de uma rede nacional e internacional de instituições de ensino, pesquisa e extensão, reunidos há 06 anos no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia/Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT/In-EAC), aprovado, em abril de 2009, na Chamada Nº 15/2008 MCT/CNPq/FNDCT/CAPES/FAPEMIG/FAPERJ/FAPESP/ Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. Esse programa é aqui consolidado e ampliado no sentido de promover ainda mais o trabalho de interlocução, inédito no Brasil, entre as ciências sociais e as ciências socicais aplicadas, especialmente entre a Antropologia e o Direito. A rede reunida nesse projeto integra instituições ? grupos de pesquisa e programa de pós-graduação- de sete estados brasileiros (RJ, MG, SP, PE, BA, RS, DF) e cinco países (Canadá, Argentina, França, Estados Unidos, Portugal). Este novo INCT tem como escopo da atuação a análise dos processos de administração institucional de conflitos e as formas não institucionais, especialmente, os processos de demanda de direitos e por reconhecimento por parte de diversos atores. Essas duas vias de pesquisa articulam-se com as ações propostas na área da transferência de conhecimento. No primeiro caso, trata-se de ações fortemente ancoradas nas tecnologias de formação, capacitação e interlocução como operadores dos sistemas de Segurança Pública, de Justiça e de outras burocracias estatais, gerando espaços de desconstrução e construção de matrizes e práticas institucionais e corporativas arraigadas nas formas de fazer do Estado no Brasil. No segundo caso, as ações serão inovadoras no sentido da construção de tecnologias sociais que promovam não a aplicação unilateral do conhecimento, mas a construção conjunta de formas de intervenção na esfera e no espaço públicos que considerem diferentes pontos de vista e reivindicações das pessoas envolvidas nos conflitos tratados pelas agências públicas. No campo da atuação internacional do Instituto, as estratégias são tendentes à internacionalização de nossos pesquisadores e não só da produção por eles elaborada, como a publicação em revistas estrangeiras e participação em eventos acadêmicos internacionais. O foco da internacionalização do presente projeto é vencer os obstáculos impostos pela exclusão de nossa área do Programa Ciência Sem Fronteiras, para promover o intercâmbio institucional e fluido entre pesquisadores, estudantes e professores dos países envolvidos, como vistas à troca de experiências de pesquisa, de ambientes acadêmicos mas, principalmente, para criar oportunidades para realização de pesquisas de campo em outros países, com a finalidade de produzir resultados que possam ser contrastados àqueles aqui obtidos. Assim, destaca-se que esse projeto se funda em uma perspectiva comparada e multidisciplinar de análise, pioneira no Brasil em relação à interlocução entre o Direito e as Ciências Sociais, no entendimento da Segurança Pública como um campo de disputas e consensos que vai além da criminalidade e da intervenção repressiva..

  • Estratégias de controle do crime e administração de conflitos: o caso de São Paulo

    Autor (a) : Jacqueline Sinhoretto .Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (4) Doutorado: (3) . 
    Integrantes: Jacqueline Sinhoretto – Coordenador / Liana de Paula – Integrante / Juliana Tonche – Integrante / Giane Silvestre – Integrante / Felipe Athayde Lins de Melo – Integrante / David Esmael Marques da Silva – Integrante / Henrique de Linica dos Santos Macedo – Integrante / Jade Cavalli – Integrante / Paula Paschoal – Integrante / Eduardo Rossler – Integrante / André Cedro de Araújo Sales – Integrante.Número de orientações: 6

    Status : Em andamento

    Resumo :

    Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.

  • Estratégias de controle do crime e administração de conflitos

    Status: Em andamento

    Autor(a) : Jacqueline Sinhoretto .  Alunos envolvidos: Graduação: (4) / Mestrado acadêmico: (4) / Doutorado: (9) . 
    Integrantes: Jacqueline Sinhoretto – Coordenador / Liana de Paula – Integrante / Juliana Tonche – Integrante / Giane Silvestre – Integrante / David Esmael Marques da Silva – Integrante / Henrique de Linica dos Santos Macedo – Integrante / Jade Cavalli – Integrante. Financiador(es): Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional Conflitos – Auxílio financeiro.

    Resumo :

    Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste em especial em São Paulo, mas não apenas  e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto .A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a inimigos a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados..

  • Encarceramento em massa e a tragédia prisional brasileira

    Autores: Giane Silvestre e Felipe Athayde Lins de Melo
    O sistema prisional brasileiro passou a ocupar as pautas dos principais veículos da mídia desde que entramos em 2017, devido ao massacre ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, em Manaus. A tragédia anunciada, como muitos especialistas denominaram, tornou pública, mais uma vez, as condições subumanas às quais os presos são submetidos de norte a sul do Brasil. Desde 1992, com o massacre na Casa de Detenção do Carandiru em São Paulo, não se via uma matança nessas proporções dentro de uma prisão no país. O episódio também colocou em evidência que a gestão penitenciária terceirizada, por meio de parceria público privada (PPP), não é a “solução mágica” para o “problema” do sistema prisional, como alguns chegaram a propagar. Pelo contrário, ela cobra mais caro pela mesma ineficiência, e ainda abre uma brecha para que gestores públicos (de má-fé) se eximam da responsabilidade que têm sobre a gestão da população encarcerada. À tragédia de Manaus seguiram-se novos eventos. Diariamente, somos informados de novas mortes, fugas, motins. O presente artigo busca retomar, brevemente, alguns processos por meio dos quais chegamos à atual situação de descalabro no(s) sistema(s) penitenciário(s), percorrendo condicionantes oriundos das políticas de segurança pública e de justiça criminal. Analisa ainda as formas como é operada a Administração Penitenciária no país, tomando como premissa que há um compartilhamento da gestão dos estabelecimentos prisionais entre Estado e organizações criminais. Por fim, faz-se um apanhando nas ações que vêm sendo apontadas como alternativas de superação do cenário atual.

    Acesse aqui.

  • A invenção das subjetividades nos mercados de pacificação: um estudo sobre os empreendedores da Favela Turística / RJ

    Autor(a) :Helton Luiz Gonçalves Damas

    Status : Concluído/Doutorado

    Resumo :

    O objetivo principal deste estudo foi compreender o regime contemporâneo de subjetivação nas favelas do Rio de Janeiro, a partir da análise dos processos que envolvem a pacificação desses territórios e o surgimento de novas formas de mercado, tendo como corte empírico , a “favela turística” e a “Autogestão”. O projeto de pacificação representou uma possibilidade de gestão política e econômica de certos territórios escolhidos de acordo com os objetivos estratégicos definidos pelo aparato de poder. Controle, vigilância militarizada e a consequente domesticação dos corpos não podem ser consideradas as únicas formas pelas quais o poder investiu, pois a pacificação também buscou estruturar um campo de ação em que o próprio favelado era sujeito ativo de sua própria transformação pelo empreendedorismo . Nesse sentido, o estudo buscou compreender o processo de subjetivação dos moradores de favela como algo situado no meio de um complexo de aparatos, práticas, maquinações e composições em que foram constituídos e que pressupõe a implicação de relações particulares consigo mesmas, a pesquisa analisou como as interseções entre um conjunto de dispositivos que propiciaram uma articulação estratégica dos modos de condução dos outros com as formas de autogoverno. Para elaboração do estudo, as seguintes áreas da UPP foram tomadas como objeto de análise: Favela Santa Marta, Favela Pavão-Pavãozinho, Ladeira dos Tabajaras / Morro dos Cabritos e Complexo do Alemão. A metodologia utilizada para os propósitos da tese pôde ser realizada consistindo na elaboração de um estudo baseado na análise qualitativa, obtenção de dados por meio de observações diretas e entrevistas semiestruturadas. Como resultado, foi possível observar que a expansão da lógica neoliberal nas favelas pacificadas, por um lado, configurou o empreendedorismo como uma possibilidade para os favelados encontrarem seu “lugar ao sol” e nos demais processos intensificados a individualização do destino e do sujeito pobre, assim como o esvaziamento da esfera pública e dos projetos coletivos.

    Acesse : A invenção das subjetividades nos mercados de pacificação: um estudo sobre os empreendedores da Favela Turística / RJ .

  • Mapa do Encarceramento: os jovens do Brasil

    Autora: Jacqueline Sinhoretto

    A pesquisa é resultado de uma consultoria do GEVAC – UFSCar à Secretaria Nacional de Juventude / Secretaria Geral da Presidência da República para analisar os dados do DEPEN (2005-2012) e do SINASE (2011-2012). A análise mostra o crescimento do número de presos no país, com análises por idade, cor/raça e gênero, por Estados. Inclui comparação entre evolução do encarceramento e das taxas de homicídio. Conclui que o crescimento do encarceramento é impulsionado pela prisão de jovens e de negros e que o crescimento do número de presos não está relacionado à redução de homicídios.

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  • Policiamento e relações raciais: estudo comparado sobre formas contemporâneas de controle do crime

    Autor(a) : Jacqueline Sinhoretto , Coordenador  Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo .  Integrantes :  David Esmael Marques da Silva ,Henrique de Linica dos Santos Macedo ,Eduardo Cerqueira Batitucci  ,José Luiz de Amorim Ratton Júnior , Haydée Caruso ,  Luís Felipe Zilli – Integrante .Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Auxílio financeiro.
    Status: Em andamento (2017)
    Resumo :
    Este projeto destina-se a investigar o modelo de policiamento ostensivo em cinco Unidades da Federação (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal) a partir dos efeitos de sua atuação sobre os grupos raciais. Pretende-se coletar informações quantitativas sobre o perfil dos presos em flagrante (raça/cor, idade, tipo de delito) para compreender o foco da atuação policial no controle do crime, com base em registros oficiais (boletins de ocorrência) em cada estado. Dados quantitativos sobre o perfil dos mortos em ação policial complementam a análise. Observação direta de práticas de policiamento em locais de grande circulação também será utilizada como técnica para levantamento de dados sobre as abordagens a públicos com diferentes perfis, bem como observação em locais de maior ocorrência de prisões em flagrante. Entrevistas com policiais militares (oficiais e praças) nas cinco UF serão realizadas com o objetivo de compreender como interpretam os dados obtidos, o que pensam das relações raciais e o policiamento, como se posicionam diante das acusações públicas de racismo institucional nas organizações policiais. Desta forma, a pesquisa procura investigar tanto os modelos de policiamento ostensivo, as concepções a ele subjacentes, o desenho das formas mais usuais de policiamento, assim como as práticas dos policiais no cotidiano das operações. A hipótese é a de haver viés racial na produção da segurança pública no Brasil, não necessariamente nas opiniões pessoais dos policiais, mas no próprio desenho das práticas de policiamento que enfocam certos tipos sociais racializados, certas práticas delitivas e certas espacialidades, cujos efeitos são a produção da desigualdade racial nos resultados do policiamento, em especial prisões em flagrante e mortes. A interpretação dos dados se orientará por perceber semelhanças e diferenças nos resultados obtidos nas cinco realidades pesquisadas, procurando ressaltar elementos que permitam reconhecer características organizacionais e contextos políticos que contribuem para a configuração da desigualdade racial ou para sua possível superação.. 
  • Entre o envolvimento no crime e o cumprimento das medidas: uma etnografia dos jovens em medidas socioeducativas da cidade de São Carlos

    Autora: Maria Carolina Schlittler

    O “Salesianos” é uma organização não governamental, com bases na pedagogia católica-cristã de Dom Bosco, localizada na cidade de São Carlos (Estado de São Paulo) e que, entre outros projetos voltados a população das periferias da cidade, executa as medidas socioeducativas em meio aberto aos adolescentes em conflito com a lei da cidade. Nesta dissertação, discorro sobre alguns temas vistos na etnografia que realizei no “Salesianos, onde procurei entender os significados e as relativizações constituídas por meus interlocutores para a experiência do “crime” e do “estar de medida”. Durante o trabalho de campo percebi que os adolescentes interagem com as criminalidades (e com seus atores) de modo flexível e circunstancial, pois é parte constituinte dessa interação o movimento de entrada (s) e saída (s) deles no que eles chamam de “vida do crime”. Dessa forma, foco o “olhar etnográfico” de minha pesquisa nas redes de relações que estes jovens estabelecem com dois grupos de sujeitos que singularizam experiências: a) com a instituição que protagoniza o atendimento aos “adolescentes em conflito com a lei” e b) com os sujeitos que circulam pela chamada “vida no crime”; porque acredito que o caráter flexível e circunstancial dessas relações evidencia a maneira como meus interlocutores se constroem socialmente, tendo em vista a experiência ‘do crime’ e do frequentar medidas socioeducativas. O trânsito deste atores dentro de tais redes de relações é, portanto, a forma que encontrei para compreender o ponto de vista de meus interlocutores no que se refere à prática de ‘crimes’ e ao fato de terem que frequentar obrigatoriamente (conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente) as medidas socioeducativas.

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  • A Violência Letal Intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

    AUTOR : Cedro, André Sales dos Santos

    RESUMO :

    Este trabalho é produto de uma pesquisa de mestrado em andamento vinculada ao departamento de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (USFCar) e especificamente ao Grupo de Pesquisa sobre Violência e Administração de Conflitos (GEVAC) sobre orientação da Professora Doutora Jacqueline Sinhoretto. O objetivo é descrever e interpretar as características do crime violento intencional letal no município de Luziânia -GO, como também as motivações por trás das mortes. Pertencente ao estado de Goiás, Luziânia ocupa hoje a 15º posição no ranking nacional de homicídios e a 1º posição no ranking de seu estado segundo os dados do Mapa da Violência de 2012. O artigo aborda a descrição das causas sociais e os contextos de interação em que essas mortes ocorrem, como também os grupos sociais de vítimas predominantes que compõem essas taxas. A pesquisa é de caráter qualitativo, mas são utilizados dados quantitativos secundários para uma melhor compreensão do fenômeno. Os dados quantitativos foram extraídos da plataforma do SIM/Datasus (Sistema de Informação sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde, – que nos proporcionaram um panorama geral do fenômeno no município – e dados fornecidos pelo Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros e do Observatório da Polícia Militar de Luziânia. Essas informações são trianguladas com dados a respeito das percepções da população civil luzianiense e os discursos das instituições municipais que lidam com a segurança pública, gerados a partir de um recorte etnográfico e entrevistas com atores relevantes. Além disso, são utilizados os crimes de homicídio e latrocínio divulgados em mídias digitais como Facebook© e WhatsApp© porque trazem as perspectivas dos moradores em torno do fenômeno. A principal hipótese discutida a partir das pesquisas antecedentes com referência ao contexto da capital paulista entre as décadas de 1980 e 1990, é que este fenômeno que ocorre no município de Luziânia é decorrência de conflitos interpessoais e de um sistema de reciprocidade de vingança.

    ACESSE: A Violência Letal Intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

  • Violência letal intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

    Autor (a) :Cedro, André Sales dos Santos

    Status : concluído /Mestrado

    Resumo :

    Luziânia é um município do estado de Goiás, localizado em uma das regiões mais violentas do país, segundo diversas bases de dados nacionais. Este trabalho visa compreender a violência letal que afeta o município. Como a violência, especialmente a violência letal, ocorre nas interações entre os sujeitos, foram estudadas as relações e interconexões de reciprocidade que produzem morte violenta. Assim, nos concentramos nas percepções que a população de Luzian faz da violência letal, especialmente crimes como homicídios e roubos. Portanto, pretendeu-se descrever as causas sociais e os contextos em que esses crimes ocorrem, além de identificar os grupos sociais predominantes que compõem essas taxas. Para tanto, investigamos – por meio de pesquisa de campo, reportagens e entrevistas com moradores, policiais, funcionários públicos e privados ligados a este tema – questões relacionadas à violência letal, envolvendo discursos e narrativas sobre os conflitos que levam à morte. Representações atribuídas à violência letal também são proeminentes, especialmente aquelas compartilhadas em mídias digitais como Facebook e WhatsApp. Consequentemente, concluiu-se que esses conflitos, que são gerados nas relações interpessoais entre os sujeitos, são resolvidos por meio da violência física com a intenção de extinguir a vida do adversário, o que contribui para espirais de vingança e altos índices de morte violenta. especialmente aqueles compartilhados em mídia digital como Facebook e WhatsApp. Consequentemente, concluiu-se que esses conflitos, que são gerados nas relações interpessoais entre os sujeitos, são resolvidos por meio da violência física com a intenção de extinguir a vida do adversário, o que contribui para espirais de vingança e altos índices de morte violenta. especialmente aqueles compartilhados em mídia digital como Facebook e WhatsApp. Consequentemente, concluiu-se que esses conflitos, que são gerados nas relações interpessoais entre os sujeitos, são resolvidos por meio da violência física com a intenção de extinguir a vida do adversário, o que contribui para espirais de vingança e altos índices de morte violenta.

     

    ACESSE: Violência letal intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

  • QUEM GANHA COM MAIS POLÍCIA E MAIS PRISÃO?

    Autora: Jacqueline Sinhoretto

    O título do livro Prendendo os nossos, é bastante provocativo. Foi escrito pelo professor de Direito James Forman Jr, um intelectual negro que fez carreira na defensoria pública na cidade de Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos. O argumento central é o apoio dado por liderança políticas, policiais e judiciais negras ao progressivo endurecimento penal e seus efeitos sobre a vida de pessoas negras, clientes do autor na advocacia pública gratuita.

    Acesse aqui.

  • “Confrontos” de ROTA: uma intervenção policial com “resultado morte” no estado de São Paulo

    Autor (a) :MACEDO, Henrique.

    Status : Concluída / Mestrado

    Resumo:

    Esta pesquisa teve como objetivo compreender os discursos sobre a Ronda Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), enfocando o discurso de policiais e políticos sobre o controle do “crime organizado”. Para tanto, foram analisados ??dois episódios recentes de “Confronto” entre policiais e sujeitos incriminados (Itatiba – SP em maio de 2011 e Várzea Paulista – SP, em setembro de 2012) que terminaram com grande número de “suspeitos” mortos. Tomamos esses dois casos emblemáticos como forma de cortar temporalmente dois períodos distintos, antes da chamada “crise da segurança pública”, aparente normalidade, e o outro período em que ocorreu a chamada “crise”, produzindo aumento da taxa de homicídios em São Paulo. Os documentos foram analisados ??como caso de estudos, mestre ‘ s trabalhos e teses profissionais produzidos por oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), Notícias, jornais, assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e gerentes de fala da Segurança Pública. Como resultado significativo, constatamos que desde 2009, no Estado de São Paulo, houve uma direção das atividades do PMESP em “combate ao crime organizado” que contou com o apoio de outros setores do sistema judiciário e da administração estadual, como o Ministério Público. e secretário da prisão de Administração que forneceu informações ao ROTA, buscando uma abordagem integrada contra o “PCC”. A integração entre as agências foi mantida em relativo sigilo, enquanto os procedimentos adotados na “luta contra o crime organizado” permaneceram obscuros durante todo o processo,

     

     

     

    Acesse : FAZENDO RONDA: missões, práticas e ética policial da ROTA

     

     

     

     

  • Perfil racial en la seguridad pública en Brasil

    Autores: Jacqueline Sinhoretto, Jose Vicente Tavares dos Santos e César Barreira .
    Este artículo divulga las principales conclusiones de una investigación comparativa realizada en cuatro Estados brasileños en seguridad y las cuestiones de raza. El objetivo era investigar la existencia de mecanismos de perfil racial en el desempeño de la policía militar de los Estados de São Paulo, Río de Janeiro, Minas Gerais y Distrito Federal .

    Acesse aqui. 

  • O encarceramento em massa em São Paulo

    Autores: Jacqueline Sinhoretto, Giane Silvestre e Felipe Athayde Lins de Melo

    Resumo: O estudo de quatro casos de linchamento ocorridos em bairros populares de grandes cidades brasileiras (no Estado de São Paulo) permitiu observar conexões entre essas ações populares violentas e o contexto de crescimento da insegurança urbana, no período de intensa urbanização que marcou os anos 1980 no país. Procurou-se situar os linchamentos como formas de resolução de conflitos por meio da violência coletiva, uma alternativa de justiça legitimada por integrantes de redes comunitárias de vizinhança diante da falta de confiança no sistema estatal de segurança e justiça (que implementa políticas discriminatórias e desiguais) e também do esfacelamento das formas tradicionais de justiça privada baseadas na vingança. A ação coletiva violenta é uma forma de contornar a tensão entre a legitimidade e a ilegalidade da vingança privada, ao diluir no coletivo as responsabilidades penal e moral, pesadas demais para serem suportadas por indivíduos. É uma maneira conservadora de equacionar o conflito social por segurança, na qual os cidadãos assumem privadamente tarefas em que o Estado é omisso, sem que consigam, com isso, modificar sua posição de exclusão na elaboração de políticas públicas de segurança.

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  • État, marchés et crime : une étude sur la Commission parlementaire d’enquête sur le narcotrafic au Brésil

    Autora: Jacqueline Sinhoretto
    Este artigo apresenta alguns resultados de uma pesquisa que teve como fonte um relatório, publicado por uma Comissão parlamentar de inquérito sobre o narcotráfico formada no Brasil em 1999. O relatório sintetiza, em mais de mil páginas, os resultados de uma ampla investigação nacional desenvolvida pela Comissão em 18 Estados brasileiros (dos 27 que comporta a federação). Uma das dimensões da pesquisa foi a de identificar o perfil social dos indivíduos envolvidos no tráfico, a partir dos dados levantados pela Comissão. Esses dados põem em cena indivíduos raramente apontados como tendo vínculos com o tráfico de drogas, raramente estigmatizados como « criminosos », raramente associados à figura poluída do traficante. Nesse plano, os negócios do tráfico se desenvolvem à margem dos bairros populares das grandes cidades sobre os quais se focaliza a atenção da mídia e a repressão policial, quando se trata de criminalidade e violência.

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  • Juventude e violência policial no Município de São Paulo

    Autoras: Jacqueline Sinhoretto, Maria Carolina Schlittler e Giane Silvestre
    Neste artigo são analisadas violências que acometem a juventude na cidade de São Paulo, utilizando dados quantitativos produzidos pelas Secretarias Municipais de Saúde, Serviços e Assistência e Desenvolvimento Social. Os dados mostram: a) a significativa tendência de diminuição no número de homicídios na cidade de São Paulo na última década, embora a mesma tendência não seja observada nas mortes decorrentes da ação policial; b) que na aferição do uso da força policial verifica-se desproporcionalidade na ação das polícias na capital paulista; c) o perfil específico das vítimas da letalidade policial e a distribuição espacial dessas mortes na cidade de São Paulo. Focalizam-se os desafios e limites encontrados pelos municípios na proposição de programas de avaliação e redução da violência diante de velhos dilemas da segurança pública, como é o caso da letalidade policial. Conclui-se que a violência policial é um dos principais desafios para a vida segura dos jovens paulistanos.

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  • Reforma da justiça (estudo de caso)

    Autora: Jacqueline Sinhoretto
    Uma etnografia dos serviços de justiça nos Centros de Integração da Cidadania permitiu analisar rituais informais e formais de resolução de conflitos praticados por Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário, no âmbito de um programa de integração de serviços. A análise permitiu uma sociologia política da gestão estatal dos conflitos, caracterizada como campo fragmentado e plural em que lógicas de resolução de conflitos e agências disputam o significado da expansão do direito e da justiça à população pobre. A pluralidade de lógicas de resolução de conflitos, de um lado, dá liberdade de opção das partes na defesa de seus interesses, de outro, reproduz desigualdades entre as partes e os operadores jurídicos, minando a eficácia do direito estatal. Rituais do campo jurídico contribuem ainda para hierarquizar corpos circunscritos e corpos vulneráveis.

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