Category: Produção

  •  Da festa à chacina: formas de gestão do crime, da violência e da pobreza em São Carlos/SP

    Autor: David E. Marques

    Status: Concluída (2012- 2014) / Mestrado

    Resumo: A pesquisa questionou instituições estatais relacionadas a gestão do crime e da violência, assim como instituições que contam com a atuação de seus agentes em territórios periféricos da cidades, no sentido de captar suas percepções acerca da reorganização das dinâmicas criminais no estado de São Paulo, evidenciada na virada para os anos 2000, e apontada pela bibliografia especializada. Assim, as questões centrais que mobilizaram a pesquisa são: de que maneira os agentes de instituições estatais (funcionários dos serviços de assistência social municipal, da Polícia Militar e da Polícia Civil) concebem essa reorganização das dinâmicas criminais e, tendo em vista estas concepções, quais suas estratégias de relacionamento com os sujeitos ligados às dinâmicas criminais. Para avançar em relação aos questionamentos, a pesquisa empírica se valeu de entrevistas semi-estruturadas, visitas a equipamentos da administração municipal e análise de material de imprensa. Pesquisa financiada por bolsa de mestrado do CNPq.

    Acesse:  Da festa à chacina: formas de gestão do crime, da violência e da pobreza em São Carlos/SP

  • Ir aonde o povo esta: etnografia de uma reforma da justiça

    Autora:  Jacqueline Sinhoretto

    Status:  Concluída (2002 – 2007) / Doutorado

    Resumo:

     O objeto de estudo é a reforma do sistema de justiça no Brasil, abordada por uma etnografia da criação e implantação dos Centros de Integração e Cidadania ? CIC, um programa implantado pelo governo do estado de São Paulo desde 1996, visando melhorar o acesso à justiça para a população pobre e a articulação das instituições de justiça (Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário, entre outros). A pesquisa reconstruiu o idéario de criação do CIC como um movimento de reforma da justiça, animado por magistrados e outros operadores jurídicos, no contexto dos movimentos por democracia política e social e universalização dos direitos humanos dos anos 1980. A história do CIC, de suas apropriações, mudanças de rumo, adaptações, deslocamentos e resultados, é uma história de lutas em torno do significado da expansão do Estado de direito ? conseqüentemente sobre o que e como reformar ou conservar nos serviços de justiça. A pesquisa interrogou o campo da gestão estatal de conflitos, a partir do que se pode observar no seu alcance capilar, em suas extremidades: para o discurso de criação do CIC, o funcionamento da justiça na periferia transformaria todo o sistema; para a pesquisa tratou-se de uma oportunidade de observar um conjunto de instituições operando no mesmo campo, de observar o sistema de justiça pelas suas franjas, pelos postos de trabalho de pouco prestígio, procurando a microfísica do poder em suas extremidades, interrogando os efeitos concretos do funcionamento dos serviços de justiça. A análise sobre a mediação de conflitos nos diversos serviços de justiça disponíveis nos postos do CIC, sob a perspectiva da interpretação dos rituais de resolução de conflitos, preparou as conclusões da pesquisa sobre a oferta dos serviços de justiça para a população pobre e as dificuldades em democratizá-los. A fragmentação e a pluralidade de rituais de resolução empregados por agentes públicos não reflete a expansão do Estado de direito, pretendida pelo movimento de reforma; reflete antes a concorrência de juridicidades mobilizadas nas relações de poder entre as partes em conflito e delas com os agentes estatais. A liberdade de mobilização de diversos rituais de resolução de conflitos, com diversos resultados, corresponde à pluralidade de relações de poder estabelecidas e visões circulantes sobre o direito; contudo não estabelece garantias jurídicas ou simbólicas de eficácia, minando a eficácia do primado do direito estatal. A tese encerra-se com análise da corporificação dos operadores jurídicos e os rituais de distinção do campo jurídico, buscando demonstrar como eles se inscrevem no corpo, no tempo e no espaço.

     

    ACESSE : Etnografia de uma reforma da justiça 

     

     

  • Os justiçadores e a sua justiça: linchamentos, costume e conflitos justiçadores e sua justiça

    Autora:  Jacqueline Sinhoretto

    Status:  Concluída (1996 – 2001) / Mestrado;

    Resumo:

     O trabalho analisa os casos de linchamento ocorridos em vários subúrbios da periferia do Estado de São Paulo, na década de 1980, em que se observa a importância das redes de vizinhança. Os linchor são insensibilizados como aqueles que podem ser encontrados em formulários legais e ilegais de praticar que podem ser encontrados em bairros. A pesquisa baseia-se em entrevistas com moradores dos bairros, os processos penais e os inquéritos policiais realizados para apurar os fatos. Enfocou-se à análise com a experiência revelada pelas comunidades estudadas com justiça, a violência, a justiça e o exercício da justiça pela violência, buscando-se a legitimação das práticas de justiça extra-legais, em especial na forma coletiva. Concluiu-se que, casos, O linchamento é orientado por regras de direito e relacionamento público, sendo entendido como um curso de reapropriação de concepções e de reelaboração das regras formais vigentes. Procurou-se como as ocorrências de linchamento expressam um conflito entre a existência desses grupos sociais e o funcionamento das instituições de justiça, configurando um conflito de legitimidade.

    ACESSE:Os justiçadores e a sua justiça: linchamentos, costume e conflitos justiçadores e sua justiça

  • O controle social estatal em face da nova organização do “mundo do crime”

    Autora:  Giane Silvestre

    Status:  Concluída (2012 -) / Doutorado

    Resumo:

    Esta pesquisa objetivou compreender como o controle do crime das instituições e dos operadores estatais está sendo afetado pelo surgimento de novas formas de organização do “mundo do crime”. Perguntou-se como as instituições e os operadores se vêem afetados pelo surgimento do Primeiro Comando da Capital, o PCC; qual o impacto no seu trabalho, nas formas de exercer controlo e gestão institucional do crime; quais representações elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam e desenvolvem suas atividades profissionais. Para tanto, iniciou-se a análise de dois casos empíricos ocorridos em São Paulo, envolvendo o PCC e o chamado “debate” – um novo mecanismo de gestão da violência trazido a partir da consolidação do PCC dentro e fora do São Paulo. Sistema prisional de Paulo. Os casos também ajudam a identificar duas estratégias principais para o controle do crime em São Paulo: i) um controle militarizado guiado principalmente por combates letais e seletivos com supostos criminosos, representados pela Polícia Militar e; um controle judicial clássico, no qual a lógica da investigação permanece ligada ao modelo arcaico da investigação policial e prioriza o encarceramento de certos tipos de crimes e pessoas, mantendo os baixos níveis de punição para os casos de letalidade policial. Parte do trabalho de campo foi realizado por meio de entrevistas com policiais civis e militares, xerifes, promotores e juízes que trabalham no controle do crime, incluindo o Grupo Especial Contra o Crime Organizado da Procuradoria (GAECO). Foi desenvolvida uma pesquisa baseada em dados oficiais sobre criminalidade e investimentos em segurança pública, a fim de observar as tendências, preferências e escolhas políticas dos gestores de áreas na última década. Os resultados indicam que o surgimento do PCC afetou as estratégias de controle da criminalidade realizadas por cada uma dessas instituições, embora continuidades tenham sido observadas. O PCC passou a ser visto como “crime organizado”, sinal que muitas vezes alegava justificar ações violentas e letais em supostos confrontos. Investigações envolvendo o PCC têm sido recorrentemente conduzidas por meio de parceria entre promotores e policiais militares, muitas vezes da polícia judiciária, o que gerou tensões entre as instituições e seus operadores. A Polícia Civil, por sua vez, opera com a coexistência da “lógica inquisitorial”

    Acesse : O controle social estatal em face da nova organização do “mundo do crime .

  • Redes criminais da droga, política e violência no Brasil: análise do relatório da CPI do Narcotráfico

     

    Autor(a) : Jacqueline Sinhoretto

    Status:  Concluída (2009-2012)

    Resumo:  O CPMI do Narcotráfico, instituído pela Câmara dos Deputados em 2000, permite observar o fenômeno da droga um prisma pouco explorado por outros estudos. Reunindo informações sobre como redes de negócios em 23 estados brasileiros e mais 3 vezes internacionais, uma fonte revela um rico acervo de informações sobre o perfil dos que envolvem os negócios da droga, suas formas de organização e como as formas de expressão mais importantes entre como redes de relacionamento locais, regionais, nacionais e transnacionais.O tratamento preliminar dos dados mostrou um questionamento sobre os cristais em relação ao crime organizado, como esse tipo de sociograma homogêneo; o que o CPI é possível são formas variadas de organização, como formas de distinguir de dinamicamente processos, pessoas e poderes, que é combinam de modo um contexto bem definido, e que acabam por produzir um mercado pujante. O mercado pode ser explorado tanto por redes muito bem organizadas, hierárquicas, que exercem o controle do território, quanto por redes mais frouxas que habilmente exploram saberes especializados e profissionais para incrementar e diversificar seus negócios.

  • Fortalecimento da Justiça Brasileira – Utilização da conciliação e da mediação de conflitos no âmbito do Poder Judiciário

    Título:  Fortalecimento da Justiça Brasileira – Utilização da Conciliação e da Mediação de Conflitos sem Âmbito do Poder Judiciário
    Status:  Concluída (2010-2011)
    Resumo:  No Âmbito Fazer Projeto BRA / 05/036 Fortalecimento da Justiça Brasileira Utilização da Conciliação e da Mediação de Conflitos sem Âmbito do Poder Judicial, coordenado POR Roberto Kant de Lima, o GEVAC DESENVOLVE o Subprojeto 5 – Justiça Restaurativa e pré-processual Mediação Judicial: intoxicações em empresas de comarcas do interior paulista. Uma pesquisa é financiada pelo Ministério da Justiça. Secretaria da Reforma do Judiciário / Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil.Um INCT-InEAC – Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos.

  • Controle social estatal em face da organização do mundo do crime no interior paulista

    Status: Em andamento (2012 – ) INCT-InEAC

    Resumo: A presentem proposta de

    Pesquisa é apresentada no âmbito do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos (GEVAC) da Universidade Federal de São Carlos. Neste sentido, o presente projeto de pesquisa toma por objeto de investigação a forma como as instituições e os agentes estatais, especialmente aqueles ligados à prevenção, ao controle e à administração judicial do crime, estão sendo afetados pela emergência disto que nomeamos como sendo a nova organização do mundo do crime, à qual corresponde o fortalecimento de uma nova moralidade, novas formas de administração de conflitos e de relacionamento com agentes estatais. Pergunta-se como os agentes estatais se veem afetados por esta novidade; qual o impacto disto sobre o seu trabalho, sobre os modos de exercer a prevenção, o controle e a administração do crime; quais representações eles elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam; como eles percebem o contexto em que desenvolvem suas atividades profissionais. A investigação científica será orientada pela hipótese de que esta nova organização do mundo do crime engendra conflitos de dimensões macrossociais, relativos à disputa entre lógicas e moralidades diferentes para administração de conflitos, e institui novas formas, normas e procedimentos de gestão de disputas, as quais adquiriram alta eficácia dentro e fora do mundo do crime.

  • A filtragem racial na seleção policial de suspeitos: segurança pública e relações raciais

    Autor(a) :

    Resumo: O processo de investigação de uma metodologia de proteção de dados raciais na presença dos policiais militares de quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais – a partir de três eixos de investigação : i) indicadores da atividade policial e os resultados dos membros dos grupos étnico-raciais; ii) compreensão das acusações de racismo institucional na formulação de políticas pelo associativismo civil e identificação de ações de combate ao racismo no campo da segurança; iii) Healthy of the actions of military processes for approaching the racial institutional, the punishment of abusos, procedures de approach policial and courses de formation policial.
    A filtragem racial tornou-se uma análise dos dados de letalidade policial. A proporção de negros entre as ações policiais é três vezes maior do que a dos brancos, tendo sido determinada pelos dados quantitativos. As taxas de letalidade policial, mais altas são concentradas sobre a população negra, jovem e dos territórios estigmatizados. Violência policial e racialização são fenômenos sociais correlacionados.
    A desigualdade racial no acesso à vida também é estabelecida pelo predomínio dos negros entre as vítimas de homicídio, o que indica a ausência de políticas de segurança para a população negra, tornando-se mais vulnerável à morte violenta.
    The analysis the analyse cases of separating the racial institutional in no campo da segurança pública. De um lado, há uma emergência das crianças negras na esfera pública, denunciando a violência contra os jovens negros. De outro, há uma denúncia de caráter racista do extermínio promovido por policiais. Contudo, as instituições policiais avançadas são pouco permeáveis ??às críticas e propostas dos ativistas.
    As respostas das instituições policiais à desigualdade racial não são ainda a segurança à são muito muito tímidas. A pesquisa classificou as formas de respostas possíveis e constatou-se que um problema com o tema está presente apenas em uma iniciativa das escolas de formação. O modelo de policiamento predominante opera ainda uma das faces da racialização das relações sociais no Brasil.
    A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Justiça – SENASP e PNUD, pelo Ministério Público da Segurança Pública – 2ª edição. A UFSCar liderou uma rede de pesquisa que envolveu grupos da UFF-Nufep, da UnB-Nevis e da Fundação João Pinheiro-NESP, agregando 34 pesquisadores. A parceria em rede possibilita a articulação das competências dos pesquisadores em relação à segurança pública e às relações raciais. The development case in the formation of new students, involving the contacts of the students of post-studies of the institution partners, beyond de repousar in the intelectual integration and de between between the students of groups. Espera-se que os resultados incentivam o aperfeiçoamento das instituições policiais brasileiras e o desenvolvimento de políticas de segurança e igualdade racial, fomentando novas ações de extensão universitária.

    Acesse: A filtragem racial na seleção policial de suspeitos: segurança pública e relações raciais