Category: GT’S

  • A Violência Letal Intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

    AUTOR : Cedro, André Sales dos Santos

    RESUMO :

    Este trabalho é produto de uma pesquisa de mestrado em andamento vinculada ao departamento de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (USFCar) e especificamente ao Grupo de Pesquisa sobre Violência e Administração de Conflitos (GEVAC) sobre orientação da Professora Doutora Jacqueline Sinhoretto. O objetivo é descrever e interpretar as características do crime violento intencional letal no município de Luziânia -GO, como também as motivações por trás das mortes. Pertencente ao estado de Goiás, Luziânia ocupa hoje a 15º posição no ranking nacional de homicídios e a 1º posição no ranking de seu estado segundo os dados do Mapa da Violência de 2012. O artigo aborda a descrição das causas sociais e os contextos de interação em que essas mortes ocorrem, como também os grupos sociais de vítimas predominantes que compõem essas taxas. A pesquisa é de caráter qualitativo, mas são utilizados dados quantitativos secundários para uma melhor compreensão do fenômeno. Os dados quantitativos foram extraídos da plataforma do SIM/Datasus (Sistema de Informação sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde, – que nos proporcionaram um panorama geral do fenômeno no município – e dados fornecidos pelo Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros e do Observatório da Polícia Militar de Luziânia. Essas informações são trianguladas com dados a respeito das percepções da população civil luzianiense e os discursos das instituições municipais que lidam com a segurança pública, gerados a partir de um recorte etnográfico e entrevistas com atores relevantes. Além disso, são utilizados os crimes de homicídio e latrocínio divulgados em mídias digitais como Facebook© e WhatsApp© porque trazem as perspectivas dos moradores em torno do fenômeno. A principal hipótese discutida a partir das pesquisas antecedentes com referência ao contexto da capital paulista entre as décadas de 1980 e 1990, é que este fenômeno que ocorre no município de Luziânia é decorrência de conflitos interpessoais e de um sistema de reciprocidade de vingança.

    ACESSE: A Violência Letal Intencional no Município de Luziânia – GO: Conflitos interpessoais e a reciprocidade de vingança

  • O “empresariamento de si” nas periferias urbanas: o papel dos dispositivos de controle e de mercado na produção da favela turística/RJ.

    Autor: DAMAS, H. L. G.

    Resumo:  O principal objetivo é fazer um estudo sobre regime de subjetividade nas favelas cariocas a partir da análise dos processos que envolvem uma “pacificação” – programa constituído por uma ação destacada política e um conjunto de práticas governamentais e não-governamentais –desses territórios e surgimento de novas formas de mercado, tendo como recorte empírico, uma “favela” turística ”e o o empreendedorismo criativo”. Assim, o estudo busca analisar como interseções de dispositivos que configuram uma “pacificação”, uma forma articulada de enunciação das formas de direção dos outros como formas de autogoverno. A ameaça inicial é a invenção de novas práticas subjetivas, sobretudo, na figura do sujeito-empreendedor, não se refere somente a um indivíduo, mas sim, a uma questão histórica – política que vincula uma série de ações governamentais e não-governamentais de forma conjunta e que perdem um vértice comum, isto é, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, o “projeto de pacificação”. O conjunto de discursos e práticas que configura o dispositivo de pacificação, ao mesmo tempo em que existe um ideal regulador de normatividade é imposto pela ocupação armada dos territórios da pobreza, desempenhou um papel decisivo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, ao mesmo tempo em que é um regulador ideal de normatividade imposto pela ocupação armada dos “territórios da pobreza”, desempenhou um papel negativo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, ao mesmo tempo em que é um regulador ideal de normatividade imposto pela ocupação armada dos “territórios da pobreza”, desempenhou um papel negativo na invenção de certos tipos de sujeitos. A metodologia utilizada para obter os objetivos foi concluída na elaboração de uma metodologia qualitativa, obtendo-se dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, obtendo dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente, obtendo dados por meio de pesquisa de campo etnográfica, observação participante e entrevistas semiestruturadas. Assim, foi desenvolvido um estudo que teve como objetivo inicial a Favela Santa Marta, mas que, posteriormente,expandiu-se às comunidades do Complexo do Alemão, Pavão Pavão-Pavãozinho e Morro dos Cabritos / Ladeira dos Tabajaras. Como é que os partidos, é possível que se destacam que a nova geração de seres humanos seja assistida, seja qual for a vontade de ser “assistido” pelo Estado e tenha o seu “lugar ao sol” com o seu próprio esforço, sendo que Os seus objetivos, os investidores em curso acabaram por mobilizar as várias narrativas com intuito de mudar a pobreza e a violência em produtos de consumo turísticos.

    ACESSE:O “empresariamento de si” nas periferias urbanas: o papel dos dispositivos de controle e de mercado na produção da favela turística/RJ

  • Notas sobre as estratégias estatais de controle do crime em São Paulo.

    Autor(a):SILVESTRE, G. ; SCHLITTLER, M. C. ; SINHORETTO, J. .

    Resumo : A pesquisa discute as relações entre o encarceramento massivo no estado de São Paulo e as ações estatais de controle do crime. Nas últimas décadas, com o crescimento expressivo da população encarcerada e o aumento do número de unidades prisionais, São Paulo ganhou destaque com a emergência do Primeiro Comando da Capital – PCC enovas dinâmicas passaram a orientar as relações do ‘mundo crime’. Busca-se analisar como as instituições e os agentes estatais ligados ao controle e à administração judicial do crime estão sendo afetados pela emergência deste novo ator. A pesquisa, em fase de coleta de dados, identificou duas estratégias centrais de controle do crime: i) combate militarizado pautado, sobretudo, pelo enfrentamento letal na administração dos conflitos e protagonizado pela Polícia Militar e ii) controle judicial clássico que produz simultaneamente encarceramento para determinados crimes e baixas taxas de punição,evidenciando a alta seletividade do sistema penal, especialmente para os homicídios,incluindo os casos de letalidade policial. Parte-se de dois casos empíricos que exemplificam cada uma das estratégias citadas, analisando as relações e incidências entre ambas .

    ACESSE :Notas sobre as estratégias estatais de controle do crime em São Paulo.

  • Encarcerados do Brasil: seletividade penal na gestão da riqueza e da violência.

    Autor(a):SILVESTRE, G. ; SCHLITTLER, M. C. ; SINHORETTO, J. .

    Resumo: Esta pesquisa analisou os perfis racial e etário da população prisional brasileira (entre 2005
    e 2013) e o perfil dos adolescentes em medida socioeducativa de privação de liberdade (entre 2011 e 2012). Entre 2005 e 2013 o encarceramento cresceu 81% no país. Verificou-se que os encarcerados são, majoritariamente, homens, jovens, negros, com ensino fundamental incompleto, acusados de crimes patrimoniais e, no caso dos presos adultos,condenados e cumprindo regime fechado, com penas de 4 até 8 anos. Em comparação como Mapa da Violência (2014) nota-se que tanto o encarceramento como as mortes violentas no país são focalizadas sobre jovens e negros, mostrando as desvantagens que este grupo possui em relação à população branca no direito à vida e à segurança. Tal desvantagem relaciona-se com algumas características da segurança pública e do sistema de justiça brasileiro e de seus operadores: i) permanência de um estereótipo racializado na construção dos “suspeitos”; ii) vigilância focada nos conflitos ligados à circulação da riqueza, em detrimento da gestão da violência e iii) a gestão da violência protagonizada pela Polícia Militar, que pauta sua ação na lógica do “combate ao inimigo”.

    ACESSE:Encarcerados do Brasil: seletividade penal na gestão da riqueza e da violência. In: 39 Encontro Anual da Anpocs, 2015, Caxambu. 39 Encontro Anual da Anpocs, 2015.